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Novo padrão Globo de qualidade (duvidosa) na TV Sergipe
22/07/2010
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Quem diria, a toda poderosa TV Sergipe vem inovando nas suas coberturas jornalísticas. Mas inovando para pior. No último dia 20/7, pela manhã, durante uma cobertura no posto de saúde do Japãozinho, na zona norte da capital, a afiliada da Vênus Platinada mostrou seu novo modo de fazer matérias: o motorista da equipe, microfone em punho, era quem cumpria o papel de jornalista, fazendo perguntas, muitas das quais sem qualquer elaboração, para o entrevistado, uma senhora da comunidade insatisfeita com o atendimento no posto de saúde.
“O pior é que o motorista dublê de jornalista, com a sua falta de experiência no trato com a coisa, atrapalhava os demais profissionais de imprensa que faziam a cobertura do fato. Isso é lastimável”, reclamou uma repórter, que estava cobrindo o mesmo assunto no local.
“A TV Sergipe tem mudado para pior o seu padrão de cobertura jornalística. Nada contra motoristas, mas jornalismo é jornalismo e precisa ser tratado com seriedade. Para além disso, a empresa incorre em uma irregularidade trabalhista, pois o motorista está acumulando duas funções. Em face disso, estaremos notificando a Superintendência Regional do Trabalho”, informou o presidente do Sindicato dos Jornalistas de Sergipe, George Washington Silva.
Recentemente, aportou na TV Sergipe um novo diretor, na verdade, um interventor, Paulo Siqueira, que vem com alto salário e umas tantas regalias, e traz em seu currículo uma passagem lastimável pela TV Rádio Clube de Terezina, afiliada da Rede Globo no Piauí, onde, atuando com mão de ferro, deixou um saldo de 60 demissões de trabalhadores, instaurando uma gestão de terror e destruindo a história de sucesso daquela TV.
“Será que os donos da TV Sergipe estão pensando em implantar o mesmo modelo de gestão e jogar no lixo toda a história de sucesso e padrão de excelência dos profissionais da sua emissora? Melhor pensarem direito. Vamos estar atentos e denunciando qualquer forma de exploração dos trabalhadores e possíveis demissões em massa. A TV Sergipe não é deficitária e não há motivos para usar desse tipo de gestão”, enfatiza o presidente do Sindijor.
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