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Servidores da Aperipê param atividades na próxima terça-feira

Ato foi decidido em assembleia, nesta sexta-feira, e tem o objetivo de pressionar a direção da fundação para que implante um Plano de Carreira que valorize os servidores, entre outras reivindicações antigas dos trabalhadores

12/03/2010

greve

Os servidores efetivos do quadro de funcionários da Fundação Aperipê de Sergipe (Fundap), que congrega as rádios AM e FM e a TV Aperipê, vão parar as suas atividades a partir das 7 horas da manhã da próxima terça-feira, 16/03. O ato, que tem o objetivo de chamar a atenção do Governo do Estado e da sociedade para as péssimas condições salariais e de trabalho, bem como a falta de diálogo da direção da fundação para a criação de um Plano de Cargos, Carreira e Remuneração – PCCR – dos servidores, tem o apoio do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público do Estado (Sintrase), do Sindicato dos Jornalistas (Sindijor) e do Sindicato dos Radialistas (Sterts).

A paralisação, que será acompanhado de um café da manhã à imprensa, foi decidida em assembleia dos servidores da Fundap, realizada na manhã desta sexta-feira, 12/03. Os presidentes dos três sindicatos estavam presentes, colherem depoimentos dos trabalhadores e discutiram os rumos a serem tomados para que a discussão em torno do PCCR avance.

“Sabemos que a discussão do Plano de Carreira dos servidores da Aperipê não avança porque passaram a tarefa a uma consultoria, a Deloitte. Só que essa consultoria vai discutir a formatação do quadro geral dos servidores do Estado. Enquanto a Aperipê estiver dentro da discussão desse quadro geral, não vai dar em nada. É preciso a discussão urgente de um plano próprio para a fundação”, coloca Waldir Rodrigues, presidente do Sintrase.

Já o presidente do Sindijor, George Washington, lembra que a discussão em torno de um plano de carreira para os servidores da Aperipê tem sido cobrado da atual direção desde o início do governo Marcelo Déda.

“A discussão chegou a avançar para a criação de um grupo de trabalho para a elaboração do plano. Os sindicatos chegaram a apresentar uma proposta à direção da Fundap, mas ela foi ignorada, e a partir daí empurraram a discussão com a barriga e, depois, passaram a questão para a Deloitte. Só que a consultoria vai apresentar um estudo técnico, não um plano de carreira efetivamente, e apenas em junho, quando não se poderá fazer mais nada por conta da lei eleitoral. Então, não dá pra esperar sair coelho dessa toca. Por isso o protesto dos servidores, com toda a razão, e nós apoiamos integralmente”, diz Washington.

Para ele, é preciso que se retome imediatamente as discussões sobre a proposta de plano de carreira já apresentado pelos sindicatos e, mesmo que não possa sair um projeto acabado até abril, dentro do limite eleitoral, que o PCCR fique pronto para ser encaminhado até o fim deste ano, por este governo, ou para o início de gestão do próximo governo.

Para Fernando Cabral, presidente do Sindicato dos Radialistas, tudo é questão de vontade política. De acordo com o sindicalista, havendo vontade política, o PCCR pode sair do papel.

 “Se houver um esforço da atual direção e vontade política, podemos aprovar esse plano. É um sonho de longos anos dos servidores da Aperipê, e que precisa sair do papel. Os servidores, em sua maioria, já estão na casa dos 20 a 25 anos de serviços prestados, e sem um plano que o valorize salarialmente e o estimule na carreira. Não dá mais para esperar. A atual direção da Aperipê precisa discutir com os trabalhadores esse plano, independente da Deloitte. O governo Déda tem uma dívida com esses trabalhadores”, afirmou Fernando Cabral, presidente do Sindicato dos Radialistas.

 
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